Origens da Confeitaria

Eu me lembro que na escola ou na faculdade, sempre que tinha uma matéria nova, o primeiro  capitulo a ser estudado era “A Origem de…”. Fica parecendo um pouco aqueles filmes de ficção cientifica, mas sempre achei interessante saber como algo começou.

 

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Claro que não quero fazer um post filosófico, daqueles do tipo “de onde vim, para onde vou”. No entanto, fiquei realmente curiosa em saber a história da confeitaria, e quem sabe aprender um pouco mais da origem do Cake Design.

Se você procurar no google, vai encontrar várias versões para a “origem da confeitaria” e para a “origem do bolo”. Mas a definição mais interessante para mim, encontrei no livro Mil-folhas – História Ilustrada do Doce, da escritora Lucrecia Zappi, e vou compartilhar com vocês:

 

O açúcar nos tempos medievais servia para um punhado de coisas. Para usos medicinais, podia-se comprar nas boticas, que eram uma espécie de farmácia da época. Eram manipulados em tonicos contra resfriado ou dor de barriga. Combinado com ervars, especiarias, flores e até pó de ouro ou pedras preciosas, dava origem a poções que prometiam curar todo tipo de mal. Acredita-se que os europeus aprenderam essas alquimias que antecederam nossos remédios com os arábes, que já produziam o açúcar fazia mais de mil anos. Conficere era o termo em latim que se usava para descrever a mistura de ingredientes. A palavra confeitaria vem daí.

Com o passar dos séculos, a botica mudou muito. Visitar um confeiteiro em 1750 não queria dizer que alguém estivesse doente em casa. Podia-se comprar pastilhas para dor de garganta no confeiteiro, mas também sair de lá com tortas salgadas, biscoitos e potes de geléia. Nessa época o açúcar, que também chegava do Brasil e do Caribe, abastecia a Europa em grandes carregamentos. Ser confeiteiro nessas circunstâncias significava não só conhecer fórmulas farmacêuticas complicadas, mas também saber fazer balas e sorvetes.

Ser confeiteiro não dever ter sido moleza, ainda mais quando eles passaram a ser convidados a trabalhar nas cozinhas dos palácios, transformando-se também em verdadeiros artistas. Eles combinavam o luxo com o açúcar, e trabalhavam sem parar para criar não só cardápios inesquecíveis e espetáculos que incluiam fogos de artíficio, música e até peças de teatro, refinando a  tradição medieval do banquete. Além de cozinheiros, eram mestres de cerimônia, como foi o caso de Vatel, chefe que ficou famoso por ter inventado, entre outras delícias, o chantilly.

 

Agora, eu pergunto: alguém dúvida que fazer bolos é uma alquimia?

Enfim, a “Origem” não acaba por aí… no próximo post, vou falar sobre o que encontrei a respeito da história dos bolos.

 

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